NECESSIDADE PÓS-BACONIANA
Para Francis Bacon, a filosofia
antiga não contribuiu para aliviar e melhorar a condição humana. Já com a
ciência moderna houve uma exploração da natureza que possibilitou o
desenvolvimento de tecnologias que pudessem efetivamente melhorar a condição
humana, ou seja, a partir de então, a filosofia deixou de ser mero exercício da
mente, de contemplação do mundo e passou a ser a materialização das ideias em
ação, obras. Creio que no mundo há muitos equívocos em relação à ciência
moderna, inicialmente a exploração da natureza passou a acontecer de forma
abusiva e incessável, e essa exploração se reverte em dinheiro e não em
conforto para os homens, aliás, se reverte em conforto para uma parte da
população, enquanto que o resto vive de forma miserável, apenas trabalhando e transformando as ideias desenvolvidas pela ciência em real, é essa a demanda do sistema em que vivemos, uns lucram sobre outros, uns pensam e outros constroem. O homem chegou a um
estágio de desenvolvimento em que crê que é o senhor de todas as coisas,
destrói, mata, abusa, sem qualquer ressentimento, e
não a si mesmo, mas a todos e a natureza. Além disso, se a ciência se
desenvolveu de forma tão extrema, por que não há a aplicação dessa tecnologia
para todo o mundo, até que ponto houve uma melhora significativa para toda a
população? Em sua obra Novum Organum, Bacon é extremamente critico em relação à filosofia tradicional, há portanto a necessidade de um Bacon critico do século XXI, que vá se
inquietar com essa ciência/filosofia, mas não por ser apenas contemplativa, mas que não mais melhora a condição humana
como um todo, e sim apenas uma parcela, agora a necessidade é de que a ciência
se transforme em aplicável em aspectos igualitários.